MÃE TÓXICA

Num mundo ideal, a nossa mãe é a nossa amiga, confidente e maior admiradora. E quando não vivemos neste mundo e a mãe é tudo menos uma aliada? Como administrar uma relação difícil, conflituosa, distante ou castradora?

E o que são as mães tóxicas? São aquelas que, ou por terem tido infâncias infelizes ou por outro fator qualquer, ou perturbações de personalidade, são controladoras, fazem comparações e humilham os filhos como ferramenta de controle, são manipuladoras, gostam de ser vítimas…as mães tóxicas têm personalidades controladoras, que podem ter sido influenciadas pelos seus pais ou que desenvolveram o controle como defesa perante algum acontecimento negativo ou como forma de combater as suas inseguranças e a ansiedade.

Mas será que este comportamento é potencializado por algum fator em especial? Dizem os especialistas que estas mães foram, também elas, vítimas de relações tóxicas, que transpõem para os filhos.

Os problemas mais graves surgem, na maioria das vezes, com a entrada dos filhos na idade adulta. De repente, querem formar família segundo as suas regras, decidir onde ir no fim de semana, com quem sair, formam e expressam opiniões. Tudo isto foge do controlo de uma mãe tóxica, que continua a tratar os filhos como se fossem crianças. E os problemas se agravam, chegando, estas mães, a querer decidir com quem os filhos casam, quantos filhos vão ter e quando, ou a maneira de os educar. Este controle e a tentativa de dominar a vida dos filhos o é o medo da solidão e do abandono. O que acaba acontecendo na maioria das vezes, os filhos se afastam.

Mas por mais estranho que possa parecer, por detrás deste comportamento está (quase) sempre o amor. Não aquele amor capaz de promover o crescimento pessoal do indivíduo, mas um amor egoísta e interessado, exercido, por vezes de forma sufocante, que pode ser completamente destrutivo.
E a chantagem? É o mais difícil. Pois é o típico “deixei tudo por ti”, “sacrifiquei-me para te criar” “você não reconhece”, “você é ingrato”. É a mãe tóxica a cobrar ao filho por este não pensar como ela.

No entanto, é possível lidar com estas situações. Primeiro, é importante reconhecer que é necessária a ajuda de um profissional.

Além disso, é recomendável estabelecer uma distância física entre o progenitor controlador e o filho ou filha.
Temos tantos problemas com a mãe porque não conseguimos colocar limites.
As mães também precisam de limites!
Não discuta, porque apenas aumentará a frustração, a raiva e a dor. E a mãe pode se tornar agressiva.
Mas rompa o ciclo. Não transporte para os seus filhos a toxicidade da relação que tem com a sua mãe. Só vai produzir adultos infelizes.

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Katia Horpaczky
Psicologa Clinica
Especialista em Terapia Familiar, Terapia de Casal, Relacionamentos e Sexualidade

Autor: | 2018-06-06T15:05:28+00:00 junho 6th, 2018|Qualidade de Vida|0 Comentário

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