Pai Viúvo

Especial Dia dos Pais

Pais assumem o desafio de criar os filhos após a morte das mães
É importante que o pai assuma seu papel, sua paternidade. Existem muitas famílias com a figura do ‘pai-mãe’ e dá muito
certo. Não se tem muita alternativa a não ser assumirem essa situação por completo.

Vamos conhecer a história de Pedro 52 anos, empresário que ficou viúvo há quase 2 anos, perdeu sua esposa para o câncer, na época seu único filho tinha 11 anos

O desafio de se tornar o principal responsável na criação do filho toma uma proporção maior quando é aliado à morte da companheira. “Existe ali uma perda muito grande em tudo. O pai se vê em um papel em que não estava 100% preparado. Não é natural ele cuidar da prole. A mãe já nasce preparada para isso. O homem seria um coadjuvante e isso traz para ele uma insegurança muito grande. Se ele não tiver apoio da família, dos amigos,fica muito complicado para ele e especialmente para o filho.

1- você sempre quis ser pai?
R: Sim, sempre foi meu sonho ser pai, adoro crianças!

2-O que você esperava da paternidade?
R: Completar a família, um sonho realizado.

3-Como é para você hoje ter de cuidar do seu filho sozinho?
R: No começo foi muito difícil, mas o amor pelo filho torna as coisas muito mais fáceis.

4-Qual seu maior medo?
R: Não fazer o que devo por ele, e não tomar as melhores decisões.

5-As vezes você se percebe super protetor? Tenta às vezes compensar a falta e a ausência?
R: Sim, mas creio a palavra não seja compensar mas fazer o que ela teria feito as vezes até contrárias as minhas ideias.

6-Você pensou em pedir ajuda? Pediu? Como foi?
R: Sim, as pessoas tentam ajudar, se propõe dão ideias, isso tem me ajudado. A psicóloga da escola do meu filho por experiencias anteriores na escola, me abriu os olhos para manhas utilizadas por alunos com o mesmo problema, utilizam para não ir a escola, como mal estar, febre, etc

7-E seu filho, o que ele acha, vocês conversam sobre isso?
R: Esse talvez seja o ponto mais difícil, pois a revolta dele a ausência é fato ainda não superado, torna tudo complicado, conversamos tento explicar.

8-A relação de vocês ficou melhor?
R: Sim e não, ele se preocupa muito comigo, “só tenho você”.
Por outro lado a revolta pela ausência da mãe as vezes desconta a raiva no pai.

Considerações finais
A intenção de fazer o meu melhor me conforta. Com todo o cansaço que cada noite traz, é revigorado com a alegria de um novo dia e ter o filho ao seu lado.
Mas, olhando para trás, Se você me perguntar como dei conta de tudo, eu respondo que foi o amor do meu filho que me ajudou a superar meu luto, minha dor. Seguirmos em frente.

By |2019-08-10T18:37:19+00:00agosto 10th, 2019|família|0 Comments

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