É NATAL!

Você entende o espírito natalino?

(*) Katia Horpaczky

Ninguém tem obrigação de ficar alegre no Natal, mas entender esse espírito festivo é o caminho para entrar no clima de paz, encontro e renovação! Cada um de nós pode dar seu próprio sentido ao Natal e, aos princípios que estão por trás dessa festa.

O que não vale é ficar feliz por obrigação, só porque a data simboliza a alegria, só porque todos estão comemorando. Nessa época é quase uma ofensa social não comemorar, não se alegrar, mas não precisamos nos forçar a isso. A festividade, muitas vezes, fica constrangedora, e sentimentos de melancolia tomam conta, por inúmeros motivos, como por exemplo, a saudade de quem se foi. Isso é o que chamamos de “melancolia natalina”.

Há uma frase muito interessante que diz: “A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”, de Richard Bach. Muitas vezes, quando sofremos, seja lá por que motivo temos a tendência de achar que ninguém naquele momento pode entender nosso sofrimento. É claro que isso é falso. Cada indivíduo do mundo tem o seu sofrimento! Nossos sentimentos têm a dimensão que damos a eles. Portanto, será que vale a pena mergulhar nessa viagem de sofrimento sem deixar uma possibilidade de volta? Viver implica em risco e nesse pacote também está a dor, a frustração, o medo, a satisfação, a alegria, o prazer…e tudo isso pode acontecer também nessa época de festas, por que não? O mundo não fica melhor só porque é Natal. É preciso passar pelas festas de fim de ano sem ansiedade ou obrigação de se estar feliz. É preciso respeitar o seu espaço.

O grande encontro
Outro fator de estresse são os presentes. Será que os Reis Magos tiveram problema para escolher o presente do menino Jesus? Eram outros tempos! Hoje, dar presentes pode ser uma situação complicada, estressante, que explica boa parte da nossa “natalite aguda”. O ato de presentear deveria ser agradável, até para que os presentes carreguem um conteúdo mais positivo! Quando compramos por obrigação, tudo isso se perde e traz junto sentimentos negativos.

Se você procurar satisfação apenas nos presentes e ou mesmo na comida, vai acabar se frustrando, pois a felicidade é uma construção que cada um deve fazer. Há pessoas que se sentem “deslocadas” durante as festas natalinas não porque estejam sozinhas, mas porque não se encontraram consigo mesmas. O espírito natalino só é positivo se for verdadeiro. Não pode ser dissimulado, comprado, disfarçado, artificial, nada de fingir ou até mesmo se forçar a agir com paz, amor e compaixão, só porque essas seriam as emoções “certas” e esperadas para essa época.

Melhor é procurar esses sentimentos de forma autêntica, dentro do seu coração. Buscar verdadeiras razões e motivos que podem fazer você perceber a importância de respeitar o próximo e o valor das verdadeiras amizades. Não podemos negar o efeito da renovação e do prazer de encontrar as pessoas de quem gostamos, de exaltar a paz e a confraternização, principalmente nos dias atuais em que as relações são tão efêmeras e o desrespeito pelo próximo parece ser a regra. Esses são alguns dos significados do Natal, o verdadeiro “espírito natalino” que às vezes se perde no meio dos afazeres e da sensação de que não sabemos direito o que estamos festejando.

A renovação e a esperança de tempos melhores está muito ligada à celebração cristã do Natal. No mundo ocidental, o nascimento de Cristo tem esse significado: da grande esperança em novos tempos. A natalidade é a condição humana da renovação e também para uma mudança da ordem social que só será possível com o envolvimento e participação individual de cada um.

Crie seu clima
. RECORDE A INFÂNCIA. Lembre-se do que você mais gostava nos Natais da sua infância e tente repetir o que traz boas lembranças.

. NÃO SE OBRIGUE. Descubra do que você não gosta no Natal e evite. Não se obrigue a participar e fazer coisas que sejam desagradáveis.

. EXPERIMENTE EXPERIMENTAR. Reduza os gastos e convide outras pessoas a fazer o mesmo, buscando alternativas a despesas tradicionais. Será divertido experimentar algo mais criativo.

. DEIXE A CULPA DE LADO. Ao menos neste dia, você não é o responsável pela miséria do mundo, pelos desentendimentos da família, pela roupa que sua filha diz que não tem, pela festa que gostaria de fazer e não fez, por isso, por aquilo…

. DÊ VIDA ÀS TRADIÇÕES. Considere as origens e tradições que fazem sentido para você, sua família ou amigos e vá fundo nesse resgate. Isso dará mais sabor a tudo.

. RESPEITE SUA VONTADE. Se você realmente não está a fim de Natal, diga para as pessoas que resolveu fazer um retiro, que continua gostando muito de todos e vá.

. FAÇA MENOS. Uma ceia não precisa ter dez pratos diferentes, todos no tamanho “javali-do-Obelix” para fazer sucesso. Um pequeno menu bem saboroso basta para uma noite e um dia seguinte de muitos prazeres à mesa.

(Extraído do livro Descomplique Seu Natal, de Elaine St. James)

(*) Katia Horpaczky é Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal, Transtornos de Ansiedade, Depressão e Síndrome do Pânico
Whatsapp 55 11 9.9234-1498

By |2019-12-24T15:35:35+00:00dezembro 24th, 2019|Qualidade de Vida|0 Comments

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