Conflitos e Brigas

Uma das características mais comuns de um relacionamento que pode causar anorgasmia (falta de orgasmo) é a tendência em reagir as diferencias e aos conflitos. Vamos admitir, somos passiveis de discussão e/ou brigas, ou ainda pior, somos capazes de ignorar um ao outro. Mas ainda por meios de comunicação retratarem frequentemente ás brigas ou os momentos de silêncio como intensamente excitantes, esse cenário é bem raro na vida real. Em geral, exatamente o oposto: conflitos e raiva são desestímulo. E quando finalmente fizer amor novamente, é provável que não tenha um orgasmo, se não se desculpar e resolver todos os seu problemas. A tensão que permanece oculta ou a que você remói por dentro sufoca qualquer capacidade orgástica, talvez por que os hormônios liberados pela raiva e pelo ressentimento impeçam a produção dos hormônios que possibilitam ou ajudam o orgasmo, ou simplesmente porque não conseguem entrar no clima, quando ainda está zangada com o parceiro, consciente ou inconscientemente. Pode ainda ser até que você esteja disposta a relaxar para chegar ao orgasmo porque de maneira alguma vai dar a ele o poder de dar prazer a você.

O conflito entre vocês pode não ser tão obvio como a briga. Talvez vocês nunca ou raramente discutam, mas sabem que discordam sobre diversos aspectos, e isso a irrita ou a faz sentir que ele está irritado com você. Será que um lida com a irritabilidade do outro simplesmente o ignorando ou assumindo ser moralmente superior? Ou com ataques sutis, e uma agressividade passiva enquanto fingem ser doces e inocentes um para o outro? Qualquer discórdia e o círculo vicioso do ressentimento, não importa a intensidade, pode ser suficiente para bloquear o orgasmo.

Como terapeuta e colunista de uma revista, dedico muito tempo ajudando casais a resolver seus conflitos. É um componente vital em todos os relacionamentos. Para reagir a uma diferença de opinião, cada um deve analisar o ponto de vista do outro e, em seguida, juntos, desenvolver a melhor forma de enfrentar o problema ou tentar chegar a um consenso.
Isso pode funcionar bem. Mas, se vocês estiverem em um relacionamento cujas diferenças a impedem de ter prazer sexual e até um final orgástico, minha experiência orienta para que despreze as diferenças especificas e tente entender a principal causa de suas atitudes com relação á individualidade e á independência do outro.

Intimidade e confiança

A intimidade e a confiança andam lado a lado e, em um relacionamento longo, formam a base necessária para os orgasmos. É claro que a excitação que nasce do desafio ou do desejo sexual no inicio de um relacionamento pode facilitar para atingir o orgasmo. Mas, cedo ou tarde, o fato de um homem não querer um compromisso sério interrompe a excitação sexual e o desejo perde seu brilho. Em longo prazo, se você não confiar em seu parceiro, começará a se proteger, efetivamente se afastando dele. Essa proteção pode estar relacionada ao desejo de atingir o orgasmo com ele ou pode fazer com que se retraia. Essa retratação é reflexo do orgulho ou um instinto natural de autopreservação dependendo de como está sua autoestima.
Se o seu relacionamento de longo prazo é monógamo por mútuo acordo, para que se tornem e se mantenham verdadeiramente íntimos, você precisa acreditar quando seu parceiro diz que a ama e é fiel, e que ele acredite quando você disser o mesmo. Caso contrario, haverá um elemento de desonestidade entre vocês, impossibilitando o relacionamento intimo. E, normalmente, quando a intimidade não existe, para a mulher não existe orgasmo.

Cumplicidade

Quando as intimidades físicas e emocionais se combinam, fica mais fácil criar cumplicidade em todas as áreas da vida juntos e entender o que motiva individualmente.
Familiarizar-se com a personalidade do outro em todos os aspectos emocionais e práticos faz com que atritos hostis sejam menos prováveis, e, caso tenham algum, a compreensão mútua ajudará a encontrar a solução rapidamente. Recordar e renovar o desejo de estarem juntos diariamente também ajudam a lidar com os altos e baixos da vida e da interação de vocês.
Esse enfoque bastante pragmático, de estar bem no relacionamento vai inevitavelmente, se assim o desejar, aprofundar e expandir a relação física. A gentileza entre vocês, a compaixão, a afeição e a compreensão a criar uma alquimia de sexualidade sensual.
E se for ter sexo com a mesma pessoa por muito tempo, é melhor que seja maravilhoso, não é? Isso não quer dizer que tem de ser atlético ou inventivo, nem mesmo variado.
Um sexo maravilhoso é aquele que é extremamente aprazível para ambos, é uma grande benção de vida e do relacionamento e, sem ele, um de vocês pode ficar aborrecido ou ressentido a partir daí, ambos serão tragados por um torvelinho em direção á desconfiança.
Um sexo maravilhoso não precisa ser orgástico, é claro.
Mas, se o clímax é uma possibilidade, por que perder o que é tão prazeroso e também tão bom para o relacionamento?
Parece-me que vale a pena polir todas as áreas do relacionamento para ajudá-la a ser orgástica com facilidade e felicidade.

Katia Horpaczky
Psicologa Clinica
CRP 06/41.454-3
Especialista em Relacionamentos, Sexualidade, Terapia de Casal
Transtornos de Ansiedade, Depressão e Síndrome do Pânico

By |2020-06-03T14:42:06+00:00junho 3rd, 2020|Relacionamentos|0 Comments

About the Author:

Leave A Comment