Antes mal acompanhado do que só!

Antes mal acompanhado do que só

(*) Katia Horpaczky

O quanto ficamos numa relação por comodismo? Por medo da solidão? Ou até mesmo por acharmos que “não arrumaremos” outra pessoa, que não somos bons o suficiente, ou bonito, ou inteligente? Por que nos sujeitamos a uma relação desgastada, com falta de carinho, de perspectiva, e muitas vezes até de amor?
Muitas vezes o maior problema é a incapacidade de satisfazer nossas carências afetivas e, por causa disso, você acaba ficando numa relação infeliz.

Nesta questão entra um aspecto que é a auto-estima. Quando você não é capaz de se amar, não é capaz de ser amado. O amor próprio é essencial, para sermos amados como queremos, desejamos e merecemos. Falta de auto-estima ou pouca auto-estima significa estimarmos aquilo que não temos.

Nós nascemos com um valor único e especial, cada um de nós tem um lugar especial neste universo e uma parte importante nesse processo de auto-estima é você encontrar seu próprio nicho. Descobrir o que você tem a dar,
qual seu papel, sua missão, é começar a estimar o que você tem, e fazê-lo.

A única maneira de você fazer isso é parar de se enganar, de mascarar seu verdadeiro ego e começar a se aceitar e amar como é. Aperfeiçoando os pontos fortes e treinando os pontos fracos.

O medo da solidão, de ficarmos sozinhos vem de não nos conhecermos, de não sabermos que podemos ser a nossa melhor companhia. Precisamos descobrir isso através de uma “viagem”, um mergulho para dentro da gente. Isso é auto-conhecimento.

Submeter-se é cortar seu poder pessoal. Muita infelicidade pode ter como conseqüência intolerância à alegria, à bondade e à realização. Por talvez estarmos numa relação com uma pessoa fria, camuflada, frustrada no seu cotidiano, que não saiba exprimir seus sentimentos, então acabamos ficando assim também. Isso é o comodismo.

Então pode chegar o momento em que começamos a fazer uma lista de todos os “erros” de nosso parceiro e um belo dia jogamos na cara dele ou dela. É o efeito “panela de pressão”.

Antes de terminarmos uma relação é muito importante transformarmos o acúmulo de emoções negativas relativas ao parceiro e a relação, amar e ser grato novamente.

Se por acaso você estiver com a idéia de romper a relação, converse com seu parceiro com antecedência, para poder oferecer a vocês uma nova oportunidade de trabalharem a relação juntos. Diga o que você quer, o que deseja e o que não está obtendo e estabeleçam um limite.

Trabalhando juntos a relação na expressão e liberação de todos os sentimentos reprimidos de raiva, mágoa, medo e até mesmo culpa, falando toda a verdade sobre suas emoções, vocês podem voltar a terem o amor como tinham, novamente.

(*) Katia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual de Família e Casal

Autor: | 2018-09-21T14:38:57+00:00 setembro 21st, 2018|Relacionamentos|0 Comentário

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